Leonardo Pascoal

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Arte em Quadrinhos

Ricardo Marchesan

Os quadrinhos já atingiram o status de arte? Para qualquer fã do estilo, a pergunta nem tem cabimento. Entretanto, por vezes, ainda há certa resistência. “Este ano uma professora da ECA encaminhou uma proposta ao MASP para montar uma exposição sobre História em Quadrinhos. O curador pediu uma justificativa formal de porquê quadrinhos são arte. Obviamenteela não o fez e desistiu da exposição”, conta o professor Waldomiro Vergueiro, que leciona “Editoração em Histórias em Quadrinhos”, na ECA. Em uma sala lotada de exemplares, o professor se coloca como um dos poucos pesquisadores focados no tema.

Mas mesmo com a resistência, acredita que a situação melhorou muito. “Quando me tornei professor, há 25 anos, era ‘o professor pitoresco’. Hoje a academia reconhece a importância do que estudo. Nos últimos seis anos se produziu mais pesquisas sobre o assunto do que nos 30 anteriores”.

Leonardo Pascoal é recém-formado em editoração, mas ainda participa do Núcleo de Pesquisas de HQ’s da ECA. Ele ressalta o valor dos quadrinhos como qualquer outra arte: “As histórias em quadrinhos são apenas um veículo. É errado pensar nelas simplesmente como histórias de super-heróis ou mangás para crianças. Seu conteúdo é determinado pela habilidade do artista”.

Dentro da Universidade, Pascoal ainda vê uma grande resistência de certos setores. “Creio que é um mal da área da Comunicação em si: estudar uma obra literária, não tem problema, mas estudar uma HQ ou uma telenovela é motivo de desconfiança e até certo desprezo. A Universidade é uma instituição medieval: toda mudança nela é sempre muito lenta e gradual.”

Waldomiro acredita que as HQ’s vivem uma nova realidade. Antes principal forma de entretenimento entre as crianças, hoje elas têm de rivalizar com TV, internet e videogames. Mas a seu favor, elas já não são restritas ao universo infantil e ganharam em qualidade. “Antes, uma HQ adulta precisava conter violência e erotismo, hoje não. Os produtos são mais bem acabados e possuem muito mais profundidade”.

Segundo o professor, isso gerou uma diminuição no preconceito em relação às histórias e seus leitores, antes vistas apenas como artigo para nerds. “Existem muitos tipos de leitores de histórias em quadrinhos. Os ocasionais, os regulares." (JORNAL DO CAMPUS CJE-ECA-USP, 6.2008)

Confira os indicados do HQ Mix 2008

Esta é a vigésima edição

Na última sexta-feira (23), foram divulgados os indicados para 20ª edição do Troféu HQMix, a maior premiação de quadrinhos do Brasil. Este ano, a organização do evento separou a premiação em 46 categorias. O HQMix é organizado pela ACB (Associação dos Cartunistas do Brasil) e pelo Imag (Instituto Memorial das Artes Gráficas do Brasil). (...)

5) Desenhista Revelação

Daniel Gisé (Sociedade Radioativa / The Doors)
Felipe Cunha (Front / Eterno)
Gabriel Renner (Tarja Preta )
Jozz (Zine Royale)
Leonardo Pascoal (Bongolê-Bongoró)
Shiko (Blue Note)
Vinicius Mitchell (Revista O Globo) (...)

44) Site de Autor

André Caliman - http://www.andrecaliman.com
Daniel Gisé - http://www.danielgise.com
Jozz - http://www.jozz.com.br
Julia Bax - http://www.juliabax.com
José Aguiar – http://www.joseaguiar.com.br
Leonardo Pascoal - http://www.leonardopascoal.com
Lorde Lobo - http://www.lordelobo.com.br (...) (MTV NOTICIAS, 3.6.2008)

Livraria Hqmix na Virada Cultural de São Paulo

60 horas com diversos nomes dos quadrinhos produzindo uma unica hq ao vivo

Na matéria, Márcio Baraldi conversa com alguns dos quadrinistas (Bira, Salvador e Leonardo Pascoal) e idealizadores dessa empreita (Gual e Dani). (BANCA DE QUADRINHOS, 9.5.2008)

Quadrinho por quadrinho

Em sua 13ª edição, a Fest Comix é vitrine de novos cartunistas de São Paulo, que têm a própria cidade como inspiração
Alex Xavier e Nathalia Lavigne

Você conhece “arte seqüencial”? Pois este é o novo nome da boa e velha história em quadrinhos, que há tempos deixou de ser brincadeira de criança e virou coisa séria. A Fest Comix, tradicional feira de quadrinhos, reúne 20 mil fãs ansiosos por mais uma chance de completar suas coleções de HQs ou descobrir novos títulos.

A 13ª edição do evento começa hoje (2) e vai até domingo no Espaço de Eventos do Colégio São Luís. São 20 toneladas de gibis de vários estilos, dos infantis às graphic novels, passando pelos cultuados mangás - muitos deles a partir de R$ 1. Paralelamente, promove lançamentos e encontros com artistas consagrados e especialistas do mercado no espaço Arena Comix (confira a programação na página 15).

Entre as estrelas deste ano está Laerte, do paulistanérrimo ‘Piratas do Tietê’, que lança o livro ‘Laertevisão - Coisas que não Esqueci’. Haverá também a presença de brasileiros que representam nomes importantes das HQs americanas, como Rod Reis (colorista de ‘Superman’) e Julia Bax (desenhista de ‘X-Men - First Class’).

Os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, premiados quadrinistas que começaram de maneira independente, comemoram uma década de trabalho com o álbum ‘10 Pãezinhos - Fanzine’. Trata-se de uma coletânea com trabalhos publicadas de forma amadora em fanzines, entre 1997 e 2001, época em que ainda cursavam Artes Plásticas na USP e na FAAP. “É como se fosse um exercício para as histórias que a gente iria produzir mais tarde”, resume Moon.

Embora não sejam consagrados como Laerte, Angeli e Lourenço Mutarelli, os dois irmãos já passaram da fase de ‘nova geração’ do quadrinho nacional, posto ocupado hoje por outros talentos como Daniel Esteves e Leonardo Pascoal. São jovens que divulgam seu trabalho na internet, distribuem fanzines em pontos de venda específicos e, como os velhos mestres citados acima, muitas vezes se inspiram no cotidiano de São Paulo.

Percebendo esta movimentação de publicações independentes, Juan Burgos - figura mais conhecida como Papito - resolveu reuni-las no grupo ‘Quarto Mundo’, que estará com um estande na Fest Comix. “É interessante que reunimos não só os iniciantes. Autores consagrados também publicam de forma independente pois têm mais lucros do que pelas editoras”, diz Papito, criador da série ‘Tipos’, HQs em formato de bolso vendidos em lugares alternativos, como supermercados.

Além dos lançamentos, o espaço do ‘Quarto Mundo’ fará uma retrospectiva dos últimos 10 anos do quadrinho independente.

A seguir, conheça as histórias dos novos quadrinistas que, em breve, só estarão no estande independente se ainda quiserem. (...)

Se filmar é muito caro, melhor desenhar



JT

No início, as histórias que Leonardo Pascoal criava não eram para os quadrinhos. Ele sonhava – e ainda tem planos – com cinema, sua principal referência. “Mas fazer filme é muito caro”, brinca. Foi mais barato colocar as idéias no papel, em fanzines. Há três anos, começou a publicar também na internet e criou o site inteligivel.com. “Mas o pessoal do ‘online’ está voltando para o papel”, conta. Entre seus trabalhos, destaca o projeto ‘Isto Não É uma Revista’, em parceria com Thiago Cruz e Cláudio Mor, outras duas promessas. A primeira edição foi sobre o gênero terror. (...) (JORNAL DA TARDE, Variedades, 2.11.2007)

Resenha: Isto Não é uma Revista (de Terror)

Humberto Yashima

Pra começar, Isto Não é uma Resenha! Epa, é sim! Desta vez vou comentar o projeto criado por um trio de quadrinhistas: Cláudio Mor (Mosh!), Leonardo Pascoal (Quadreca) e Thiago Cruz (Ossos Tortos), a Isto Não é uma Revista (De Terror!).

A publicação em formato de bolso realmente não é uma revista de terror, está mais para o “terrir” (gênero criado pelo cineasta Ivan Cardoso com filmes como O Segredo da Múmia e As Sete Vampiras), com muitas referências a “clássicos” do gênero e muito humor negro. Cláudio Mor é o autor da capa e das ilustrações do editorial e do expediente da revista, além das hqs Malditos sejam os oportunistas, onde um morador de uma cidade invadida por zumbis resolve tirar proveito da situação; Hora do Espanto, que mostra os horrores da TV; e Causando... Horror, com uma jovem arrumando a fantasia perfeita para uma festa.

São de Leonardo Pascoal as hqs O bebê bizarro, na qual um casal de velhinhos tenta acalmar um bebê muito estranho; The man in the Box, sobre os “perigos” de pedir comida chinesa à meia-noite e quinze; e várias ótimas tiras curtas, entre elas Sociedade dos poetas mortos e Terror autobiográfico. Tiago Cruz criou A Monstra – Amor à mostra, sobre o violento fim de um relacionamento; o cartaz do filme Eddie Woody, de Ed Wood (só vendo para entender...); O filme mais assustador, que imagina como seria o filme de insetos gigantes ainda não produzido por Hollywood; The Classics Mythical Monsters, uma excelente série de paródias a personagens famosos de filmes, quadrinhos e desenhos animados; e uma pin-up estrelada por um certo sugador de sangue. Os três ilustraram em conjunto Isto Não é um Cinema, uma relação de 10 filmes assustadores (alguns nem tanto, segundo os próprios autores).

Com impressão de primeira qualidade e divertidas hqs para quem curte uma boa dose de humor negro, a Isto Não é uma Revista (De Terror!) é muito bem produzida e merece ser conhecida. (BIGORNA.NET, 20.9.2006)

"A Mosca no Copo de Vidro" tem lançamento hoje em SP

Dica rápida. Hoje à noite, em São Paulo, há o lançamento da revista "A Mosca no Copo de Vidro e Outras Histórias", parceria da Bigorna Quadrinhos com a SM Editora. A proposta é apresentar trabalhos nacionais de diferentes autores.
Paulo Ramos

A história de terror psicológico (e filosófico) que dá nome à obra foi escrita por Eloyr Pacheco e desenhada por Caio Majado. Há também de produções de Leonardo Pascoal: "Demi Video" (de apenas duas, com um humor fino e inteligente) e "As Novas Amazonas - Homem Bom é Homem Morto!" (de Leonardo Santana e Ricardo Anderson, dá a entender que terá uma seqüência). Completam a edição tiras de Moretti: os morcegos de "Stevão Piro" e "Sigmóid Frund" (em parceria com Bira Dantas, ambos sempre afinados no tom do humor).

A revista custa R$ 3. Também pode ser comprada pela internet. No lançamento, vai haver um debate com os autores. O tema é a produção de quadrinhos independentes no Brasil. O site Bigorna colocou uma prévia da obra. (BLOG DOS QUADRINHOS - UOL, 8.11.2006)


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