Então…

Resolvi mudar o layout do site. Essa foi minha espécie de faxina de fim de ano.

Eu sei que está fora de moda manter um blog. As pessoas estão usando mais facebook, netflix e youtube. Então quem liga para um layout novo? Eu também não ligo. Mas não é o visual em si. É aquela coisa do caderno novo no início do ano letivo, sabe? Tudo em branco. Cheiro de papel novo. Vontade de recomeçar. De tentar algo novo.

Quero ler mais este ano. Quero fazer mais quadrinhos. Quero deixar de ter preguiça de acordar cedo. Quero fazer mais e, se possível, melhor.

Então, bora desenhar?

Obrigado

Obrigado a todos que têm visitado o site, mandado e-mail e mensagens. Respondendo, de uma maneira geral, à pergunta que mais me fizeram, gostaria de dizer que não matei o Ato Revolucionário, nem o Red Killer. Somente não os farei periodicamente: farei sim, na verdade estou fazendo, mas com mais cuidado e apreço, visando à publicação (aqui e impresso).

Ilustração e evento

Ilustração nova para a seção Entrelinhas da Caros Amigos do próximo mês. Sábado tem ZineOsasco, em Osasco (claro), estarei lá junto com os amigos (mais detalhes no site da Loser).

Confissões de novembro

1) Estou lendo algumas obras que sempre adiei a leitura (ou li uma coisa ou outra de maneira esparsa) como Sandman, as graphics novels do Will Eisner e as histórias curtas de Adrian Tomine. 2) Descobri que consigo viver sem desenhar, mas a vida fica bem sem graça. 3) Estou voltando a fazer histórias curtas, projeto que dei uma pausa há alguns meses para tentar preencher algumas lacunas em minha formação quadrinística (leia-se perder meses lendo e fazendo anotações, achando que a teoria pode substituir a prática). 4) Ainda tenho muito medo de falhar, mas já consigo olhar para dentro do abismo.

Desenho

Sempre fui mais intuitivo que autodidata nos desenhos. Muitos vícios e pouca noção teórica sobre o que estou fazendo. Como estou na empreita de melhorar minhas ferramentas, embarquei nos estudos sobre desenho também. Afinal, um quadrinista não pode sofrer para desenhar. Ou, no mínimo, não pode sofrer muito.

Cogitei fazer um curso presencial. Mas, como não moro mais em São Paulo, a logística virou um empecilho. Por isso estou seguindo dois materiais digitais. O primeiro são os vídeos do Alphonso Dunn, que tem um trabalho mais para o artístico (ou tradicional). E, o segundo material, um antigo curso impresso chamado Famous Artist Cartoon Course que, embora focado no cartoon, traz conhecimentos aplicáveis a qualquer tipo de estilo de traço.

Sinto que deveria ter feito esse esforço em estudar lá atrás e hoje estar focado em produzir. Mas a vida segue seu curso por caminhos não planejados. E, o caminho pode ser interessante, mesmo que não cheguemos onde inicialmente planejamos.

Pausa para melhorar a caixa de ferramentas

Comprei em dezembro o livro Story de Robert McKee. Embora minha biblioteca de livros de roteiro não seja muito extensa, há uma meia dúzia deles. Mas confesso que o livro de McKee é, de longe, o melhor material que já peguei sobre o tema. Ele explica de maneira didática, mas sem ser superficial, conceitos e estruturas essenciais para se contar uma história, mas que em outros materiais são negligenciados ou tratados de maneira obscura. Nessa ultima semana resolvi dar uma pausa nos desenhos para absorver mais os conceitos do livro. É sempre bom abastecer nossa caixa de ferramentas com novas habilidades. Recomendadíssimo aos quadrinistas e escritores!

Dez regras para desenhar quadrinhos

É o nome do blog que reúne dicas de caras com um trabalho fantástico nos quadrinhos, como Johnny Ryan e Alex Robinson. Além de alguns toques práticos como “mostrar os pés” dos personagens em pelo menos um quadrinho na página, há algumas regras mais motivacionais. Vale a pena gastar meia hora lendo os 12 posts do site.