Rock nos anos 80

Conheci um interessante podcast, o Wikimetal. Gostei em especial da entrevista com o André Matos (Viper, Angra, Shaman e Symfonia). Legal ver (ou ouvir) as histórias do início das bandas lá nos anos 80. Os caras tinham mais vontade que dinheiro (e muito talento, claro). Muitas bandas que começaram junto com o Viper hoje não existem (acho que o próprio Viper não existe), seus integrantes arrumaram outro jeito de ganhar a vida. Alguns poucos conseguiram tornar a paixão em algo profissional, como fez o André e o pessoal do Sepultura. Muita semelhanças com os quadrinhos!

Vocação

“Vocação é diferente de talento. Pode-se ter vocação e não ter talento, isto é, pode-se ser chamado e não saber como ir.” – Clarice Lispector.

Cara, o que gosto mesmo de fazer, mesmo não sabendo fazer direito, é desenhar. Quando tinha 11 ou 12 anos, eu encontrei uma revista na banca que trazia uma seção sobre “como desenhar”, mostrando materiais de desenho e técnicas. Aquilo foi como descobrir um mundo novo e inexplorado que me acompanha até hoje. Talvez leve muito tempo para que eu seja um quadrinista profissional que trabalhe full time, talvez isso nunca aconteça, mas não consigo me imaginar não fazendo quadrinhos.

Profissão quadrinista

Faz dois anos li em um livro que não me lembro o nome (espera que eu acho ele aqui na estante… pronto: Oficina de Escritores, de Stephen Kock) que o aspirante a escritor deve se conciliar com a idéia de ter um trabalho sério e levar a escrita em paralelo porque, segundo o autor, estatisticamente não existe a possibilidade de encarar a escrita como profissão. Stephen Kock cita um exemplo que me leva a conclusão de que quanto mais tedioso e subalterno o trabalho formal de um escritor, maior sua evolução na escrita. Nos quadrinhos poderiamos lembrar do falecido Harvey Pekar, que era arquivista.

Séries

Há alguns meses tenho evitado filmes. Não que haja um motivo claro e racional para isso, mas minha predileção tem sido as séries. Vi Kuragehime inteiro e descobri que ainda gosto de animes. Tentei ver Prison Break, mas parei no primeiro episódio (lutar contra o sistema corrupto não é algo que desperte meu interesse). Aos poucos estou vendo 30 Rock (esse é 5 estrelas) e Doctor Who (que recomendo com pompa!). No mais, estou aguardando a estreia a nova temporada do The Walking Dead (e torcedo para que mantenham o bom nível do primeiro ano).

Propagandas

Sempre fui relutante em colocar banners no site. Meu receio era desagradar o leitor. Nessa semana resolvi rever esse conceito. Sim, fui corrompido pelo vil metal (não, eu não fui ao show do Judas Priest). Explico: trabalhar 8 horas por dia engolindo sapos e voltar pra casa de metrô lotado em horário de pico tem me ensinado o valor do dinheiro. Por isso prometo entupir este site com propagandas. Se você clicar nelas, irei agradecer.

Alguns bons links

Eu sou do tempo das revistas que publicavam links. Isso mesmo: uma revista apenas com links divididos por categorias de interesse. Nada de Google, tudo ali no bom e velho papel (isso em 1996/7). Talvez por isso ainda acho importante manter no site um local dedicado aos links. Ali há algumas figuras carimbadas, famosos dentro ou fora de rede, mas também algumas feras ainda pouco conhecidas. Fica a dica!

Ser pequeno também é ser grande

Fiquei quase 3 anos tentando fazer um álbum em quadrinhos. Começava e parava. Fazia o roteiro, estudos de personagens, desenhava algumas páginas e acabava abandonando o projeto.

Algumas vezes a desculpa era porque o desenho não estava bom, outras porque o roteiro estava ruim. Aos poucos, percebi que o real motivo era porque não tinha o tempo, a vontade e nem a energia necessária para fazer um bom livro em quadrinhos. No momento em que cheguei a essa conclusão, pensei que era a hora de aposentar meus pincéis.

Nesse período, fiquei algum tempo sem desenhar. Mas percebi que minha vontade de contar minhas histórias toscas persistia. Pra mim é muito gratificante brincar com os personanges, criar seus mundos, suas histórias. Vi que era necessário insistir. Mas agora fazendo quadrinhos de uma forma que fosse viável conciliar com meu tempo curto: fazendo tirinhas.

Acho que desistir de um projeto que não deu certo faz parte do jogo e não é vergonha pra ninguém. Mudar o foco também pode ser uma alternativa viável em momentos de crise. Ficar em cima do muro é que não leva a nada.  (o gif animado é do filme Napoleon Dynamite e veio daqui)

Leituras: Fracasso de Público

Quando mostrei o primeiro número do Fracasso de Público para um amigo quadrinista, ouvi um cometário preconceituoso: “Puxa! Mas esse cara desenha muito mal, por que você está lendo essa merda?”. Realmente, os desenhos não são grande coisa. Mas os diálogos são ótimos!

Os anos passam

Cara, estou chegando perto dos 30. Isso é assustador. Ainda tenho viva a imagem de quando estava prestes a começar o ensino médio, parece até que foi ontem, mas foi há 15 anos! Se minha percepção de tempo se manter na mesma velocidade, amanhã terei 45 e na sexta-feira já estarei aposentado. O único fato que me consola é que a alternativa ao envelhecimento não é nada agradável. Em outras palavras, antes ficar mais velho que morrer jovem.