Séries

Há alguns meses tenho evitado filmes. Não que haja um motivo claro e racional para isso, mas minha predileção tem sido as séries. Vi Kuragehime inteiro e descobri que ainda gosto de animes. Tentei ver Prison Break, mas parei no primeiro episódio (lutar contra o sistema corrupto não é algo que desperte meu interesse). Aos poucos estou vendo 30 Rock (esse é 5 estrelas) e Doctor Who (que recomendo com pompa!). No mais, estou aguardando a estreia a nova temporada do The Walking Dead (e torcedo para que mantenham o bom nível do primeiro ano).

Propagandas

Sempre fui relutante em colocar banners no site. Meu receio era desagradar o leitor. Nessa semana resolvi rever esse conceito. Sim, fui corrompido pelo vil metal (não, eu não fui ao show do Judas Priest). Explico: trabalhar 8 horas por dia engolindo sapos e voltar pra casa de metrô lotado em horário de pico tem me ensinado o valor do dinheiro. Por isso prometo entupir este site com propagandas. Se você clicar nelas, irei agradecer.

Alguns bons links

Eu sou do tempo das revistas que publicavam links. Isso mesmo: uma revista apenas com links divididos por categorias de interesse. Nada de Google, tudo ali no bom e velho papel (isso em 1996/7). Talvez por isso ainda acho importante manter no site um local dedicado aos links. Ali há algumas figuras carimbadas, famosos dentro ou fora de rede, mas também algumas feras ainda pouco conhecidas. Fica a dica!

Ser pequeno também é ser grande

Fiquei quase 3 anos tentando fazer um álbum em quadrinhos. Começava e parava. Fazia o roteiro, estudos de personagens, desenhava algumas páginas e acabava abandonando o projeto.

Algumas vezes a desculpa era porque o desenho não estava bom, outras porque o roteiro estava ruim. Aos poucos, percebi que o real motivo era porque não tinha o tempo, a vontade e nem a energia necessária para fazer um bom livro em quadrinhos. No momento em que cheguei a essa conclusão, pensei que era a hora de aposentar meus pincéis.

Nesse período, fiquei algum tempo sem desenhar. Mas percebi que minha vontade de contar minhas histórias toscas persistia. Pra mim é muito gratificante brincar com os personanges, criar seus mundos, suas histórias. Vi que era necessário insistir. Mas agora fazendo quadrinhos de uma forma que fosse viável conciliar com meu tempo curto: fazendo tirinhas.

Acho que desistir de um projeto que não deu certo faz parte do jogo e não é vergonha pra ninguém. Mudar o foco também pode ser uma alternativa viável em momentos de crise. Ficar em cima do muro é que não leva a nada.  (o gif animado é do filme Napoleon Dynamite e veio daqui)

Leituras: Fracasso de Público

Quando mostrei o primeiro número do Fracasso de Público para um amigo quadrinista, ouvi um cometário preconceituoso: “Puxa! Mas esse cara desenha muito mal, por que você está lendo essa merda?”. Realmente, os desenhos não são grande coisa. Mas os diálogos são ótimos!

Os anos passam

Cara, estou chegando perto dos 30. Isso é assustador. Ainda tenho viva a imagem de quando estava prestes a começar o ensino médio, parece até que foi ontem, mas foi há 15 anos! Se minha percepção de tempo se manter na mesma velocidade, amanhã terei 45 e na sexta-feira já estarei aposentado. O único fato que me consola é que a alternativa ao envelhecimento não é nada agradável. Em outras palavras, antes ficar mais velho que morrer jovem.

Uma idéia

Quero experimentar fazer as tiras com enredo. Mais ou menos como arcos narrativos: pegar um tema e seguir ele durante um tempo, desenvolvendo uma pequena trama se possível. Acho que é um bom desafio: não é impossível de ser feito, mas traz uma motivação a mais. O resultado pode ser interessante.

Duas por semana

Semana passada fiz 4 tiras em 4 dias. Na sexta-feira estava exausto e não consegui desenhar (talvez se não tivesse que ter um trabalho formal e apenas desenhasse as tiras a situação não fosse a mesma, mas vamos lidar com a realidade). Por isso, pelo menos por hora, vou reduzir as publicações para 2 tiras semanais. Com esse ritmo mais realista vou conseguir fazer meu estoque de tiras (o que vai permitir ter alguns dias de folga ou ousar em roteiros e formatos mais complexos). Também vou poder fazer algum tipo de atividade física: estou chegando aos 30 e a gravidade tem mostrado seu poder.

Você não precisa

Ninguém precisa fazer quadrinhos. Sério: se dedicar a uma atividade exaustiva e sem perspectivas concretas de carreira é desnecessário. Você gosta de desenhar? Seja ilustrador. Apesar de igualmente exigente e ter um mercado restrito, é concreto a perspectiva de se ter uma carreira (eu sei disso, eu já fui ilustrador). Como ilustrador, basta insisitir, evoluir e aprender. Já como quadrinista, você sempre terá que se sustentar com outro tipo de trabalho, ou então entrar na roda da indústria, sendo apenas um parafuso na engrenagem. Embora realmente acredite nisso eu continuo fazendo quadrinhos. Não por masoquismo. Continuo porque é muito bom! Continuo porque é muito bom viver alguns momentos imerso na realidade dos personagens. Talvez seja mais por isso: acho que as fagulhas de imersão nas histórias são como droga pesada. Com o tempo você acaba viciando. Só resta alimentar o vício.