Scanlation

Gosto de ler no papel. Mas consigo ler no formato digital. Alguns quadrinhos quero ter impressos, mas outros quero só conhecer, ler um ou dois capítulos para ver se é bom. Encontrei um bom site de scans de mangás (http://ltfmangas.blogspot.com/) e recomendo.

Parece que a indústria editorial está caminhando com força para o formato e-book, o que é bom. O formato digital é barato (não tem gráfica, não tem logística física, estoque, manuseio etc) e isso permite que um livro, um quadrinho, seja vendido a um preço barato (se a idústria irá repassar a economia aos preços, eu não sei, mas deveria). Serei um consumidor do e-book, com certeza.

Mas não vou jogar fora minha estante: ainda quero muitos quadrinhos impressos nela.

Hum…

Em um post anterior disse que gostaria de fazer quadrinhos sem narrador: dizer é uma coisa, fazer é outra! Trabalhar apenas com diálogos está se mostrando ser algo impossível pra mim. A cada dia que passa vejo que tenho mais limitações técnicas nesse sentido. Ruim? Nem tanto. É bom saber onde o sapato aperta.

No momento estou cogitando fazer duas ou três séries de histórias com capítulos curtos, de 1 a 2 páginas cada.  Algo pareciso com o que já fiz com Demi Video e Meu livro de cabeceira. Nada grandioso, sem grandes expectativas, mas com pompa (sempre!).

Fotos

O roteiro está mais ou menos encaminhado. Será a história de dois demônios que tem uma missão a cumprir. Quero jogar muita coisa de cotidiano na história (o missão é só desculpa para explorar a vida e relacionamentos dos personagens) por isso comecei a garimpar locações. O ideal é tirar fotos (aprendi isso vendo o trabalho do Brian Lee O’Malley), mas fico muito tímido quando tem gente perto (as pessoas ficam um pouco na retranca quando alguém se aproxima com uma câmera, e eu fico muito desconcertado com a situação).

Desenhar em público pra mim já não é tão problemático (prancheta ou caderno não chamam a atenção como uma câmera). Acho que a tática será essa: andar com a prancheta e desenhar o lugar que quero, caso a situação seja propícia eu retiro a câmera da mochila e tasco uma foto.

Gosto do tipo de arquitetura que encontro aqui no bairro da Saúde, em São Paulo. O bom é que nem sempre tem alguém na rua. Mas há outros lugares interessantes em São Paulo que sempre estão cheios.

Os demônios: roteiro

Em linhas gerais o roteiro está totalmente esquematizado. Quero lapidar um pouco os personagens e definir algumas prioridades da história (se vou focar nos relacionamentos, no ambiente ou na “missão” do personagem principal).

O tipo de quadrinhos que gostaria de fazer

Não, não sou eu na foto! 

A ultima HQ curta que tentei fazer ficou muito ruim. Tão ruim que desisti na metade do caminho. Mas se é errando que se aprende, acho que devo insistir no erro. Digo, aprender com os erros.

Não consigo pensar em boas histórias curtas. Tenho um plot interessante aqui, mas nada que me deixe empolgado. Venho pensando em começar um projeto longo, dividido em capítulos curtos que são completos em si. Fico mais estimulado com essa idéia. Acho que o caminho é esse.

O que vou fazer? Tenho algumas pistas:

1. Algo que não tenha diálogos internos, descrições, monólogos ou qualquer tipo de narrador. Quero que o leitor entenda a história e formule o sentido por si só, sem meu velho e chato falatório. Quero mostrar o que acontece e não descrever.

2. Cotidiano. Sou um cara do mundo urbano,  gosto de ficção científica e de mundos apocalípticos, mas tudo com um pé no real, mundano, repetitivo e comum das pessoas. Tomar café, ir ao trabalho, encontrar um amigo, ler o jornal. Nada de capa e espada, orcs ou magos (talvez se eles morarem em alguma casa de vila do Ipiranga e trabalharem como atendentes de telemarketing).

3. Algo a mais. De vidinhas bestas e personagens neuróticos os quadrinhos “de autor” estão cheios. Cansei disso. Não quero ser o quadrinista “cabeça” (mesmo esforçando não seria, mas posso, como muitos, camuflar minhas deficiências parecendo ser). Quero diversão! Não a diversão bobinha, mas diversão. Não o drama simples, mas algo a mais. Algo que nos tire do cotidiano (2.) e nos diga que é possível viver algo mais além do convencional.

Hora de botar a mão na massa!

Pindura 2011

Se me chamarem para mais um, acho que vai virar emprego fixo não-remunerado (tem hífen?). Desenhos para o calendário Pindura 2011 (era para usar o tema elevador, logo pensei que ele poderia estar descendo… descendo…):

Dimensão sem Nome, mais uma música

A letra dessa música é horrível! Mas sou um cara sem amor próprio, por isso posto ela aqui. Sou eu cantando com um microfone de 5 reais, o Carlos (Solrac) tocando guitarra e o Rafael (Magnuz) tocando algo parecido com um amontoado de caixas de papelão que alguém um dia ousou dar o nome de bateria (alguns meses após essas gravações ele comprou uma bateria monstruosa de boa, mas infelizmente dessa época não temos nenhuma gravação).

DsN – uai

Música da minha antiga banda

Antes de ser o melhor quadrinista do meu prédio, eu tocava guitarra (muito mal), compunha (pior ainda) e até cantava (é melhor nem comentar).

Naquelas tardes dominicais eu (o mundialmente famoso Inteligível) e Rafael Fernandes (vulgo Magnuz Guerra) tentávamos tirar algum som de instrumentos bem precários com o auxílio de uma formação musical sofrível (falo por mim, o Rafael fez 8 anos de música e sempre foi bom de ovido e batuque).

Vez ou outra entrava algum maluco na banda, mas os caras sempre desistiam de tocar conosco porque éramos meio inflexíveis: não tocávamos cover.

Carlos (procurado pelo nome de Solrac) foi um desses malucos e faz parte dessa precária gravação da Dimensão sem Nome (DsN):

DsN – demo