Ato revolucionário nº37

Essa acho que é de 2005. Nossa, faz tempo! Cara, eu não era ruim. Mas acabei ficando com o tempo. Acho que meu erro pode estar na pretensão em fazer algo sério para o formato livro. Em vez disso poderia ter continuado apenas com meus projetos de tirinhas cômico-seriadas. Acho que é isso que vou fazer!

Roteiros

É fato que sempre fiz histórias usando mais a intuição que a técnica. Mas acho que conhecer como os profissionais trabalham é, no mínimo, inspirador! Pra quem também quer se aventurar, recomendo três sites:  Dicas de Roteiros (o blog da Valeria Olivetti traz 1 dica por dia, às vezes ótimos textos dela, às vezes traduções de outros autores), Roteiro de Cinema e o site pessoal do Massarani.

Tirinhas, lançamentos em SP

O fodástico Lobo dá início a sua editora com o lançamento de trabalhos de algumas feras, dentre eles o Ota (sim, o cara que editou a Mad por trocentos anos) e o Arnaldo Branco (da ótima tirinha Mundinho Animal e do memorável Capital Presença). O convite do lançamento está aqui. Vou tentar ir!

Meu voto

Normalmente eu justifico o voto, é mais prático e rápido (se não fosse obrigatório, nem título teria). Mas nas proximas eleições acho que vou fazer um esforço para votar: tem cada candidato bizarro que não vou resistir a cometer o suplício. Ah! Eu vivo em um país maravilhoso.

Scanlation

Gosto de ler no papel. Mas consigo ler no formato digital. Alguns quadrinhos quero ter impressos, mas outros quero só conhecer, ler um ou dois capítulos para ver se é bom. Encontrei um bom site de scans de mangás (http://ltfmangas.blogspot.com/) e recomendo.

Parece que a indústria editorial está caminhando com força para o formato e-book, o que é bom. O formato digital é barato (não tem gráfica, não tem logística física, estoque, manuseio etc) e isso permite que um livro, um quadrinho, seja vendido a um preço barato (se a idústria irá repassar a economia aos preços, eu não sei, mas deveria). Serei um consumidor do e-book, com certeza.

Mas não vou jogar fora minha estante: ainda quero muitos quadrinhos impressos nela.

Hum…

Em um post anterior disse que gostaria de fazer quadrinhos sem narrador: dizer é uma coisa, fazer é outra! Trabalhar apenas com diálogos está se mostrando ser algo impossível pra mim. A cada dia que passa vejo que tenho mais limitações técnicas nesse sentido. Ruim? Nem tanto. É bom saber onde o sapato aperta.

No momento estou cogitando fazer duas ou três séries de histórias com capítulos curtos, de 1 a 2 páginas cada.  Algo pareciso com o que já fiz com Demi Video e Meu livro de cabeceira. Nada grandioso, sem grandes expectativas, mas com pompa (sempre!).

Fotos

O roteiro está mais ou menos encaminhado. Será a história de dois demônios que tem uma missão a cumprir. Quero jogar muita coisa de cotidiano na história (o missão é só desculpa para explorar a vida e relacionamentos dos personagens) por isso comecei a garimpar locações. O ideal é tirar fotos (aprendi isso vendo o trabalho do Brian Lee O’Malley), mas fico muito tímido quando tem gente perto (as pessoas ficam um pouco na retranca quando alguém se aproxima com uma câmera, e eu fico muito desconcertado com a situação).

Desenhar em público pra mim já não é tão problemático (prancheta ou caderno não chamam a atenção como uma câmera). Acho que a tática será essa: andar com a prancheta e desenhar o lugar que quero, caso a situação seja propícia eu retiro a câmera da mochila e tasco uma foto.

Gosto do tipo de arquitetura que encontro aqui no bairro da Saúde, em São Paulo. O bom é que nem sempre tem alguém na rua. Mas há outros lugares interessantes em São Paulo que sempre estão cheios.