Impresso, virtual, livro, revista…

Vejo com otimismo três mercados de quadrinhos:

Online: trabalhos na linha de Pvp , com tiras cômico-seriadas, ou séries em quadrinhos (histórias de 5 a 20 páginas mensais, em site que simule uma revista de coletâneas, talvez usando a técnica do “flip“)

Livraria: um quadrinho do Mutarelli publicado há 10 anos ainda pode ser encontrado na livraria ou mesmo em lojas que vendem livros pela internet. Isso não acontece com revistas em banca. Elas logo viram “encalhe” (enquanto o livro é recebe a pomposa denominação “estoque”). Essa relação de maior perenidade e o respeito que o quadrinho em formato livro vem adquirindo nesses ultimos anos, é algo a ser considerado.

Publicações independentes: que se multiplicaram e vem tomando o espaço que Chiclete com Banana e Animal tiveram nos anos 80.

Online

Vou começar a preparar o site para publicar os quadrinhos online. Ainda estou em dúvida, mas creio que o formato de publicação das páginas será uma mistura desse site com este outro. Talvez, por conta dessa mudança, vez ou outra o site fique fora do ar por algum momento. Acho que publicar online possibilita uma troca viva intensa entre quem faz e quem lê. Quero muito explorar isso.

Deviant e twiter

Há alguns dias criei uma conta no twitter e reativei meu deviantart. Assim como o site/blog aqui, vejo que são boas ferramentas para mostrar o que tenho feito e acompanhar o trabalho de artistas que admiro. Apareça lá, você também!

Pessoas no caderninho

Desenhos feitos em 1 minuto
Desenhos feitos em 1 minuto

Sexta-feira fui a uma sessão de modelo vivo, no ateliê do Marcos Venceslau. É uma reunião mensal dedicada ao estudo de anatomia (regada ao bom vinho, petiscos e bom papo). Além do modelo vivo, tenho feito muitos desenhos de observação no último mês: cenários e estudos de personagens para o meu álbum. Alguns a lápis, outros direto na caneta. Vejo que aos poucos essa prática tem me dispertado, além de um grande prazer em simplesmente desenhar, uma firmeza maior no traço.

Pesquisa: por que você desenha?

Reativei minha conta no Deviantart (uma comunidade de ilustradores, quadrinistas e fotógrafos), lá conheci o trabalho de DomDozz (bem simpático, por sinal) e tomei contato com uma pesquisa informal que ele fez. Era um símples questionário de múltipla escolha que perguntava o porquê das pessoas desenharem. A maioria respondeu que se trata de uma forma de se expressar, boa parte também disse que desenhar era um vício, uma doença incurável. Acho que me enquadro na segunda opção: faço porque sou um doente.

Desenhos no caderninho

Estudos
Estudos de personagens e cenários

Estou fazendo uma série de desenhos. Rabiscos soltos no meu caderninho A5, com caneta micron vermelha. Pessoas, cenários, objetos. Tudo que possa ter alguma relação com “Demi Vídeo” (outro título provisório da mesma história). São desenhos livres, soltos, sem obrigação de ficar bom: o importante é o estudo em si.

No momento estou concentrado nesse trabalho de pesquisa “iconográfica”. Acho que dentro de duas semanas voltarei aos thumbs e, certamente, vou mudar algumas coisas que já estavam prontas (ainda mais depois da aula dos gêmeos no último sábado). De volta ao caderninho!

(Acabei de ler Retalhos, recomendo com pompa! É do tipo de história que te deixa com vontade de fazer quadrinhos.)

Histórias curtas

Você tem que adquirir confiança. Confiança no seu desenho, na sua forma de narrar, nas suas histórias. Mas só se adquire essa confiança fazendo e aprendendo com os seus erros. Foi essa a mensagem que ficou do curso ministrado neste sábado pelos gêmeos que tive o privilégio de estar presente. Fazendo histórias curtas, fazendo o básico, você pratica, testa suas idéias, explora possibilidades em um curto espaço de tempo. É o que quero fazer no momento. É o que preciso fazer. Logo coloco algumas dessas histórias aqui no site.