Meta para 2017

E ai, todos vivos?

Não gosto de fazer promessas, sobretudo em se tratando de quadrinhos (já falei que sou recordista em projetos abandonados?), mas li em algum lugar que se você não tiver objetivos claros e definidos, é quase certo que realmente não sairá do lugar. Então, um pouco desconfiado, vou tentar estipular uma meta possível:

  • 50 páginas de quadrinhos neste ano.

Sei que neste post falei que o razoável seria produzir 100 páginas em um ano. E sim, esse é o meu número mágico. Mas acho que é uma meta irreal pra mim hoje. Então, vou começar com uma meta possível.

Será que é possível? Vamos tentar.

Arte

Olá, tudo bem?

Mais uma nova historia curta no site. Este mês está sendo mais produtivo. Acho que a premissa de simplesmente fazer, não importa como, tentando cumprir minha meta de 2h diárias (aliás, está difícil atingir essas “poucas” 2h), está me ajudando a sair da inércia. Mas preciso balançar mais o chicote se quero mesmo levar isso à sério.

A ideia da HQ é um pensamento recorrente. De uma forma ou de outra, mesmo quem sente-se livre, está preso a um sistema no qual absolutamente tudo é medido de forma monetária. Em ultima instância somos escravos do dinheiro. E a arte, nesse aspecto, não é exceção.

Vou comprar um chicote

E ai, tudo tranquilo?

Estava pensando. Uma boa meta de número de páginas por ano seriam 100. Com esse número de páginas produzidas, seria como se eu estivesse produzindo um álbum por ano. Já pensou? Eu seria o orgulho da mamãe!

Parece algo impossível pra mim hoje. Mas vou deixar de lado a autodepreciação e fazer uns cálculos: para chegar a 100 páginas, teria que produzir perto de 8 páginas por mês, ou 2 por semana. Acho que consigo fazer uma página em 7 horas, então 2 seriam 14 horas. Ou seja, são 2 horas de trabalho por dia durante todo o ano para atingir essa meta.

Cara, se eu não conseguir desenhar 2 horas por dia posso desistir da “carreira” de quadrinista e usar esses neurônios e mãos para terminar o Dark Souls.

Vou comprar um daquelas máquinas de ponto que se vê em fábricas e colocar do lado da prancheta. E também um chicote.

Será que agora vai?

Testes e treinos

Olá, tudo bem com vocês?

Nova HQ curta aqui no site. Estou testando estilos de desenho e métodos de produção. Quero ver o que funciona e o que não funciona comigo. Então, preparem-se para quadrinhos ainda piores que o de costume. Se eu tivesse um pouco mais de amor próprio, não postaria essas experiências. Mas, seguindo o conselho de um grande amigo, vou publicar assim mesmo, como um registro dessas experiências em busca do meu estilo.

Até a próxima!

Refletindo um pouco

Estou de molho uns dias por conta de uma doença de pele e, por conta da dor, não consegui desenhar nada. Estou parecendo um cronenberguizinho. Aos poucos os remédios estão dando conta do recado e logo posso voltar a minha vida normal.

Hoje estava vendo alguns filmes (maratona Cronenberg, não podia deixar a deixa passar) e, comecei a pensar sobre o ato de fazer quadrinhos. E o que isso representa pra mim.

Comecei a fazer HQs com doze anos. Era uma brincadeira divertida. Eu enchia cadernos com histórias sem muito sentido, mas que eram divertidas de produzir.

Como era algo que eu gostava de fazer, comecei a ir atrás de matérias de como fazer. E a tentativa de melhorar meus desenhos, meus roteiros, embora tenham surtido algum pouco efeito, tiraram um pouco a graça do ato de fazer em si. Foi nessa época que conheci mais gente que gostava de desenhar, e comecei a encarar esse gosto como uma vocação.

Mais tarde, na época da faculdade, por um tempo eu me concentrei em fazer algo mais simples, como forma de praticar. Comecei a fazer as tirinhas do Moisés e, como consequência, surgiu esse site como forma de divulgar esses quadrinhos que estava fazendo (claro, o layout mudou muito ao longo do tempo). Minha rotina da produção desses quadrinhos era bem livre de pressões externas. Eu tinha apenas a meta de publicar semanalmente, o resto era feito no improviso, de maneira livre e como um laboratório. E essa liberdade foi, vendo agora, o motor de toda aquela produção.

Esse período trouxe bons frutos. Lembro que na minha mente tudo era muito simples e fácil. Eu pensava: “cara, é só fazer, e fazer é simples”.

Ma ai aconteceu alguma coisa. Acho que foi na época do FIQ de 2007. De uma hora pra outra comecei a olhar para meu trabalho como algo muito inferior ao que de fato ele deveria ser. Comecei a mirar objetivos maiores, queria fazer uma graphic novel, com um desenho mais bem trabalhado.

E assim se passaram dez anos. Desenhei. Estudei sobre roteiro, sobre quadrinhos. Mas produzi pouco. Comecei e não terminei vários projetos. Embora tenha alguns lampejos de diversão a minha autocrítica é grande.

E é justamente essa autocrítica que tem atrapalhado tudo.

Quero mudar a chave. Ser menos crítico e mais produtivo. Divertir mais e pensar menos. Escrever menos posts e publicar mais quadrinhos.

E persistir. Sempre!