Descartando idéias

Gostaria de escrever um post dizendo que terminei o roteiro e que começo na próxima semana a desenhar meu livrinho. Mas realidade não é bem essa. A história estava com alguns problemas, sobretudo no meio (creio que começar e terminar não seja um problema, mas como desenvolver esse início para chegar a uma conclusão sim). Tive que me desapegar de certas premissas da história que a primeira vista eram interessantes, mas que agora só estavam atrapalhando. Por isso estou reescrevendo todo o roteiro. Fiz a seguinte pergunta: qual tipo de história quero contar? Com a resposta em mãos, fiz mais uma pergunta: o que devo cortar e mudar para contar essa história? Com isso, cheguei a um plot simples. Uma estrutura clássica de histórias de detetive que funcionaria bem para mostrar aquele mundo e aqueles personagens. A partir daí as idéias começaram a se encaixar de forma mais natural. Alguns personagens desapareceram, outros precisavam mudar. Desapego. Essa é uma boa palavra, e um bom conceito a ser usado quando se escreve um roteiro. Acho que agora vai!

Primeira versão

Terminei a primeira versão do roteiro. Como toda primeira versão, sei que boa parte deve ser revista. Estou planejando usar essa semana para ler alguns roteiros deste site. Tenho percebido que ler roteiros é mais importante que ver os filmes (ou seriados). Está tudo ali. Mostrado em palavras. É mais claro e mais proveitoso como estudo. Quer escrever roteiros, leia roteiros. Símples, mas tendemos a substituir a leitura de um roteiro por ver ou ler a obra acabada. Em tempo: encontrei poucos roteiros para quadrinhos na net (eles normalmente já são escritos com divisão dos quadrinhos, por serem muito descritivos achei esse tipo de roteiro pouco interessante para o estudo), também não achei proveitoso ler os roteiros nacionais (talvez por serem demasiado autorais os nossos filmes). A meta é ir fermentando idéias para a segunda (e desejo definitiva) versão. Quero começá-la na segunda, ou terça que vem. Allons-y!

Escrevendo

Tive que abrir um documento no bloco de notas. Cheguei à conclusão de que não dá para construir o roteiro inteiro confiando apenas na memória e nos rascunhos. Para compor o andamento das cenas e alguns diálogos é preciso escrever: porque é mais rápido e fácil pensar com texto. Mas criar, sobretudo personagens e o enredo principal, não vejo outra forma que não seja desenhando. A história está ficando, digamos, ruim. Talvez um pouco chata. Inocente? Amadora. Talvez. Não importa: minha meta é insistir, até que fique boa (ou que seja o “melhor que eu consigo fazer” — li isso em algum livro para pessoas desanimadas). “Para o alto e avante!”

Go!

Semana produtiva. Pensei inicialmente em fazer uma história de improviso, sem roteiro, desenhando direto, com arte-final e tudo. A primeira página ficou horrível. Desisti da idéia e fui para meu caderninho treinar cenários. Desenhei alguns personagens também. Apareceu um monstro também. E a cada novo desenho uma idéia foi surgindo. Logo o enredo tomou uma forma. Gostei do método: é muito melhor trabalhar com texto e imagem juntos. Acho que sou muito visual. Preciso de imagens para que meus neurônios façam sinapses. Ainda preciso fazer os thumbs da história e melhorar algumas partes do texto. Depois é partir para o desenho das paginas mesmo (o que deve ficar para o final de dezembro, porque ficarei longe da cintiq alguma semanas). A meta é fazer mais um roteiro nesse meio tempo, o segundo capítulo da história que será episódica. Dois mil e doze promete!