Aprendendo a desenhar

Terminei o texto já faz uma semana. Seria a momento de iniciar a pesquisa de imagens, definir os personagens e fazer algumas ilustrações-conceito. Mas seria. Resolvi estudar um pouco mais a fundo o desenho. Acho que um pouco de teoria, treino e desenhos de observação serão proveitosos neste momento. Não tenho editor pressionando, nenhum dinheiro envolvido e não existe nenhuma expectativa sobre esse trabalho que tenho feito: é o momento oportuno para estudar, ir com calma e fazer algo bem feito. Estou correndo uma maratona, e neste tipo de corrida só chega ao final aquele que mantem regularidade. Então, nada de correr despreparado. Até a próxima!

Algumas coisas

Coloquei na sessão Imprensa duas notícias. A primeira é a cobertura da Virada Cultural, filmada às vesperas de uma cólica renal mostruosa (notem que pareço estranhamente feliz e, ao mesmo tempo, gago: patético). A segunda notícia trata-se de minha inesperada indicação ao prêmio HQ-mix. Como isso é possível? A única explicação que achei razoável veio do ilustríssimo Luiz Henrique, famoso blogueiro e universitário por convicção: “foi só você disponibilizar os feeds completos que começaram a notar seu trabalho!”. Bem, seja lá qual seja o motivo, continuo fazendo aquele roteiro. Logo falo mais sobre ele. Até!

Eis que surge o roteiro

Essa primeira versão ficou com 38 páginas

Acabo de terminar a primeira versão do roteiro. O trabalho ainda está incompleto, falta lapidá-lo. Mas é uma etapa vencida: a história já existe, tem forma e vida própria. É hora de lê-la com calma, refletir sobre eventuais mudanças e cair novamente no trabalho. Muito trabalho!

Teshouko na Hqmix

O Crime do Teishouko Preto 

Dei meu máximo e, por isso, foi uma boa experiência. O evento teve uma boa recepção do público, apesar de aparecer algumas pessoas perdidas, como uma distinta senhora perguntando se poderia usar o computador para abrir um disquete (alguém ainda usa disquete?). Espero que me chamem para o próximo!

Sábado na Hqmix

O evento faz parte da Virada Cultural de São Paulo

Ao fazer uma história grande, lidamos com personagens, estruturas e temas de forma mais profunda e intensa. Fui convidado para participar de uma experiência interessante: na livraria Hqmix (pça Roosevelt, 142 – sp/sp), sexta (25/04) a domingo (27/04), 60 quadrinistas farão uma única hq varando madrugada, cada qual tendo que dar continuidade ao que foi feito anteriormente. Fazíamos algo parecido quando tinha 17, mas naquela época dávamos o nome de “quadrinho um, quadrinho outro”. Será um bom treino, pois constrasta o que tenho feito ultimamente. Deve ser divertido também. Como trabalho melhor pela manhã, escolhi o horário das 9h00 no sábado. Nos vemos lá! (Acabo de ver que o Fábio Moon fez um post bem legal explicando o evento, com imagens e horários: dê uma olhada no blog dos Gêmeos, olha lá!)

Personagens

Acabei de definir as linhas gerais dos personagens para minha trama. Alguns são mais complexos, possuem passado, desejos e obstáculos. Já outros, são definidos por curtas frases-conceitos e uma mísera fotografia. Mas, creio eu, o importante não é “definir” o personagem, é sim saber que tipo de pessoa ele é, crer nele como um ser que existe. Depois é só jogar sua cria mundo afora. Mais uma etapa cumprida. Vamos ao texto propriamente dito. Até lá!

Roteiro

Novo roteiro: filmes pornôs e conflitos íntimos

Dizem que o pensamento humano não é linear, está aí a prova. Os rabiscos acima são a síntese do último mês de trabalho. Trata-se da espinha dorsal de uma história que, por hora, não tem nome, mas já existe. Nesses 30 dias, quase não desenhei: li bastante, pesquisei as temáticas que gostaria de abordar, vasculhei minha memória (matéria-prima vital a tudo que nos motiva) e estudei a fundo o processo de elaboração de um enredo. Também briguei. Briguei muito até chegar a um argumento consistente e bem estruturado. Etapa cumprida, agora é só lapidar os personagens. Até lá!