Desenho

Sempre fui mais intuitivo que autodidata nos desenhos. Muitos vícios e pouca noção teórica sobre o que estou fazendo. Como estou na empreita de melhorar minhas ferramentas, embarquei nos estudos sobre desenho também. Afinal, um quadrinista não pode sofrer para desenhar. Ou, no mínimo, não pode sofrer muito.

Cogitei fazer um curso presencial. Mas, como não moro mais em São Paulo, a logística virou um empecilho. Por isso estou seguindo dois materiais digitais. O primeiro são os vídeos do Alphonso Dunn, que tem um trabalho mais para o artístico (ou tradicional). E, o segundo material, um antigo curso impresso chamado Famous Artist Cartoon Course que, embora focado no cartoon, traz conhecimentos aplicáveis a qualquer tipo de estilo de traço.

Sinto que deveria ter feito esse esforço em estudar lá atrás e hoje estar focado em produzir. Mas a vida segue seu curso por caminhos não planejados. E, o caminho pode ser interessante, mesmo que não cheguemos onde inicialmente planejamos.

Pausa para melhorar a caixa de ferramentas

Comprei em dezembro o livro Story de Robert McKee. Embora minha biblioteca de livros de roteiro não seja muito extensa, há uma meia dúzia deles. Mas confesso que o livro de McKee é, de longe, o melhor material que já peguei sobre o tema. Ele explica de maneira didática, mas sem ser superficial, conceitos e estruturas essenciais para se contar uma história, mas que em outros materiais são negligenciados ou tratados de maneira obscura. Nessa ultima semana resolvi dar uma pausa nos desenhos para absorver mais os conceitos do livro. É sempre bom abastecer nossa caixa de ferramentas com novas habilidades. Recomendadíssimo aos quadrinistas e escritores!

Dez regras para desenhar quadrinhos

É o nome do blog que reúne dicas de caras com um trabalho fantástico nos quadrinhos, como Johnny Ryan e Alex Robinson. Além de alguns toques práticos como “mostrar os pés” dos personagens em pelo menos um quadrinho na página, há algumas regras mais motivacionais. Vale a pena gastar meia hora lendo os 12 posts do site.

Tim’s Vermeer

É o título de um ótimo documentário disponível no netflix e também no youtube (mas pelo visto só em inglês). Vale a pena ver.  Veja um trailer aqui.

Alice e Misfits

Nesses dias tenho ouvido bastante Bowie, Misfits e The Police (esses dois últimos eram uma lacuna em minha “formação” rockeria, que bom ainda estar vivo para poder reparar esse lapso). Talvez pelo embalo desse clima rock tenha saído o desenho abaixo. Gostei de ter resistido e não colocado sombreados em meio tom. Preto e branco puro é foda! Acho que vou insistir nessa linha com grandes contrastes nos próximos rabiscos.

Embora seja só um post rápido, não poderia deixar de tocar no assunto: tenho desenhado muito pouco. Claro que posso arrumar a desculpa da falta de tempo. Mas mesmo quando arrumo algum tempo, fico me esquivando da prancheta. Acho que tem faltado foco. Talvez seja o dilema de Alice (não sei qual caminho tomar, porque não sei onde quero chegar). Pode ser. Mas, de qualquer forma, vou tentar não filosofar muito. Quero transformar essas angústias em desenhos e tiras. Pelo menos vou ter algo para postar aqui.

Lançamento Café Espacial em São Paulo

Estarei em São Paulo neste sábado (dia 18), para o lançamento da Café Espacial # 14. Será na Ugrapress (Rua Augusta 1371, loja 116 – térreo) das 15h às 19h. Que saudades da Augusta! Tenho que tomar um sorvete de tapioca para comemorar. Mais informações aqui.

Colaboração com a Revista Café Espacial

Após uma longo inverno, retorno ao meio impresso. Faço parte do time de colaboradores da intergalática Café Espacial # 14. Só fera na revista! E com o cuidado editorial e olho clínico do grande Sergio Chaves e Lídia Basoli. Possivelmente irei em um dos lançamentos. Aviso aos meus três fies leitores com antecedência.

Expectativas

Aos poucos estou colocando as tiras mais antigas, de 2004 a 2007 (pretendo transportar além das tiras os posts daquela época, mantendo assim um todo continuado). E está sendo uma boa experiência rever os velhos textos que eu colocava no ar. O nível de expectativas com os quadrinhos era muito baixo. O fazer e ver no que vai dar era mais premente. E, talvez por isso, a coragem de se expor e errar era maior. Acho que é um caminho que devo voltar a experimentar, ao invés dos círculos de indecisão e de enormes projetos inacabados.